alma triste de olhar doloroso
de toque gelado sem brilho de vida
a vida não pode mais ser chamada de vida
mas sim martírio eterno
luto a minha alma
eterno luto constante infinito
como as lagrimas da feiticeira negra em sua ascensão
como o sangue justo derramado
numa cela escura tremer já não alivia o frio
que já se tornou comum como a tristeza que domina o ar
lamentações já não livram a dor do tempo que já não passa
que não se sente, seria uma eternidade?
viveria quantas eternidades fossem necessárias
para repetir aquela cena de crepusculo única de felicidade
em que junto com os raios de sol esvaia-se a vida de minha amada
condenado pela eternidade a carregar o fardo de sofrimento
com correntes de ódio prendendo meus pés e mãos
vivo em sonho aquele eterno alvorecer que carregaste minha vida e meu amor
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
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