quinta-feira, 18 de abril de 2013

Para amar os abismos é preciso ter asas...

Como eu queria sentir a chuva novamente... a vida aqui é tao seca, quase tao seca quanto eu fui um dia cada som que eu ouço transformo em notas musicais e dessas notas saem a sinfonia dos meus dias das minhas noites, dessa prisao maldita. O arrastar dos dias ja nao é mais percebido, talvez por que nao existam mais os dias nem as noites... nem o frio. resta apenas a tristeza que ja envenenou meu corpo, se uniu a ele num so decepando de mim qualquer vestigio de esperança nao entendo quando começo a amar tudo que eu deveria temer O tempo sussurra em meus ouvidos tudo que eu preciso saber faz arder la no fundo as ultimas chamas de paixao pela vida por alguem amado por mim mesmo talvez também pelo nada ou eu ja estou no meio do nada e me transformei nele e ainda nao me dei conta Quando eu fecho os olhos ainda vejo com perfeiçao as noites insanas em que eu sentia como era viver o sangue correr, o risco, a felicidade, o prazer carnal agora o que resta sao palavras de alguem que nao existe mais e provavelmente jamais pisara neste mundo outra vez.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

mais uma merda que ninguem vai ler

as vezes eu me sinto egoista demais por que sequer consigo chorar
apesar da vontade...
penso em fazer coisas boas pelas pessoas q realmente valham a pena dar tudo de mim para ajudar alguem
talvez nisso eu seja notado ou me destaque

mas quando penso assim acho cada vez mais q seria egoismo q so estaria fazendo isso por mim nao pelos outros realmente
talvez eu precise realmente disso fazer bem a mim e aos outros talvez nao seja tao ruim assim
mas pra isso teria q me desprender do meu mundanismo e nao temer a solidao

pelo menos isso eu ja aprendi um poudo na base da convivencia
de tanto querer ter alguem para me escutar eu ja aprendi a achar outras alternativas como em minha imaginaçao falar com alguem que seria eu mesmo imagino cada frase q estaria falando a alguem que eu gostaria que me ouvisse o q diria o q eu faria...

mas infelizmente quando encontro alguem disposto a me ouvir nunca escuto o q quero.
assim ja desisti talvez eu mesmo seja a minha melhor companhia
pois minha imaginaçao nao revelara meus segredos a ninguem.
quando eu paro de imaginar e nao sinto mais aquela presença q eu sentia enquanto imaginava me vem uma dor tao forte uma vontade imensa de chorar mas as lagrimas ja me faltam ao inves de chorar prefiro acender um cigarro e na falta do cigarro acabo me punindo sem piedade

se nem mesmo eu que sou meu maior companheiro nao tenho piedade de mim quem tera?
eu so queria uma vez sentir que alguem sente pena de mim
muitos insignificantes tem mais sorte que eu por esse motivo as pessoas sentem pena deles
mas quando nao somos dignos nem mesmo de pena as esperanças vao ficando a cada momento mais distantes a cada pensamento a cada batida do coraçao

nem mesmo coragem pra me matar eu tenho. isso me doi muito talvez eu seja medroso demais pra realizar meus desejos. ter planos todos tem mas ao longo da vida eu imagino q eles sejam sentidos casa vez mais proximos de quem os idealiza, mas no meu caso é diferente cada vez eu fico mais distante viajando eu meus pensamentos tentando achar uma soluçao pro q eu nem sei oq é assim as duvidas e dificuldades aumentam as frases de auto ajuda me corroem elas fazem tudo parecer tao facil
facil pra kem fala pq nao precisa delas e certamente se algum dia precisar vai saber q elas sao mais inuteis do q eu. uma vez eu disse num bom momento que .... os momentos mais inesqueciveis sao aqueles em q nos esquecemos de tudo... acho q nunca pensei algo tao real quanto isso tanto q os unicos momentos que posso dizer que lembro com alguma gloria foram esses e, que me esqueci que eu era que vivia que pensava.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Tristeza da lua

intrespassável lua o com tua beleza iluminaste minhas mais belas e felizes noites
únicas indescritíveis... deu me o maior amor de minha vida
porem ao se por levou o contigo
tirou de mim a vida

a felicidade que o sol trazia era ilusão passageira
derreteria minha pele com minha felicidade
ó lua volte a mim
ó lua querida diga me o que é felicidade

ó lua volta a tona trazendo a minha vida
dizes a mim por que foi embora com meu coração
dizes a mim por que o sol trouxe me a morte
sera ela inevitável?

ó vida profana
sanidade não trara o que desejo
trazes a mim um sorriso pra esquecer me por um segundo que vivi
trazes a mim meu amor perdido que me fere sangra em minha alma ate nos dias mais claros

lembro do teu vigor tua beleza imensa que clareava minhas noites
ó lua triste porque escolhestes a mim para compartilhar tua tristeza
seria eu capaz de suporta la
ou a morte me ajudaria?

os tristes os olhos azuis de minha amada tao triste a vida percorrida
o teu brilho me trara de volta
meu espirito ascendera novamente sobre teu corpo
dizes de teu amor

dizes de tua vida
clama por mim
eu te escutarei
chamai vos eu te amparo

no buraco sem fim desço a escuridão mais profunda resgato tua vida... tua alma
meu violino toca suave a tua espera...

Epitafios

como um epitáfio apagado pela poeira dos cemitérios
esquecido ate mesmo pela morte
rastejando dia pós dia atras de respostas jamais encontradas
cair no esquecimento é fácil

matar desejos é o mais conveniente
assim como matamos nossas almas brancas
chegamos ate a duvidar de sua existência
enquanto os deuses tocam suas sinfonias angelicais
os mortais perseguem um ideal vago de vida
que logo acaba assim como seu corpo e sua alma morta
uma eternidade seria longa para esperar pelo fim?
ou a vida que é curta?

a vida foi longa naquele entardecer que dançávamos
nos despedindo dos últimos raios de sol
quem diria q fora a despedida do meu amor
despedida da minha felicidade
boas vindas as trevas apaixonadas pela morte

forte como as chamas do sol
um amor que se apaga congela um mundo
que para de girar transporta o ódio
cólera agonizante

ó meu anjo da floresta a morte es injusta
mandai a flecha do alem leva me contigo....
como epitáfios apagados pela poeira dos cemitérios
minha vida se apaga a cada momento...

Somniu

alma triste de olhar doloroso
de toque gelado sem brilho de vida
a vida não pode mais ser chamada de vida
mas sim martírio eterno

luto a minha alma
eterno luto constante infinito
como as lagrimas da feiticeira negra em sua ascensão
como o sangue justo derramado

numa cela escura tremer já não alivia o frio
que já se tornou comum como a tristeza que domina o ar
lamentações já não livram a dor do tempo que já não passa
que não se sente, seria uma eternidade?

viveria quantas eternidades fossem necessárias
para repetir aquela cena de crepusculo única de felicidade
em que junto com os raios de sol esvaia-se a vida de minha amada
condenado pela eternidade a carregar o fardo de sofrimento
com correntes de ódio prendendo meus pés e mãos
vivo em sonho aquele eterno alvorecer que carregaste minha vida e meu amor

Setembro...


as chuvas de setembro
somente as chuvas do setembro vermelho podem lavar o sangue derramado
gotas de lagrimas de almas infames


com gotas de dor e sofrimento lavais a terra em que derramaste o próprio sangue
chamas a morte de amiga
tirai vos do sofrimento


chuvas de setembro q limpam os campos
que eleva as almas
que destroe as lembranças que não deveriam se apagar


na eternidade ficaram trancadas
leves como uma pena quando não lembradas
sua ressurreição é a morte provável
um fardo que esmaga um corpo mortal


que pune o imortal ...
minha vida era apenas o q eu desejava
a luz que me guiava ao fim do túnel era atraente
mas era o fogo do inferno


que queimou minha alma junto a minha gloria
meus desejos e anseios foram esquecidos trancados na eternidade
quando as luzes se apagam é chegada a hora do sofrimento eterno
em que lagrimas não causam piedade somente o impeto domina os olhares infames


tao infame quanto a princesa morta no paraíso
levada a um novo estagio de sua dor
de sangue banhada de vida alimentada
e punida
com a própria dor


como um pássaro de asas cortadas
cai em agonia clamando pela liberdade impossível
afogado no próprio sangue ate a morte
sem luz no fim


com somente o fogo do inferno a sua espera
o desespero é sufocante
onde não existe ar sufoca se apenas no próprio desespero
ate que a eternidade acabe...

visao de amor


aquela bela com seu corpo desnudo
de feitiçaria seria mestra
de possessão perfeita
me prende a seu corpo


como as arvores no chão
no gozo de seu corpo sinto o paraizo
paraizo perigoso
de prazer infinito


trazendo a mim orgasmos
últimos com meu peito que sangra
em ultimo orgasmo em corpo perfeito
de dor eu a fecundo


ó mulher da noite de prazer infinito
porque tu tens prazer em meu sangue?
retiras de minha vida tua eternidade
mas não sabias esta perfeita que carregava eu a praga


torna se uma mulher de coração e alma profundas
impossível cair no esquecimento toda sua juventude
retirada a força de pecadores inocentes
em frente a sua beleza deseja apenas a morte


torna-se tao fácil conquistar seu desejo
só mais um passo para o fim
mais um passo para a eternidade